As dimensões do Sistema Solar em anos-luz

Objeto celeste - Distância média ao Sol
  • Mercúrio 3,21 minutos-luz
  • Vênus 6,01 minutos-luz
  • Terra 8,30 minutos-luz
  • Marte 12,67 minutos-luz
  • Cinturão de Asteróides (mínima) 18,29 minutos-luz
  • Cinturão de Asteróides (máxima) 27,44 minutos-luz
  • Júpiter 43,27 minutos-luz
  • Saturno 1,32 horas-luz
  • Urano 2,66 horas-luz
  • Netuno 4,17 horas-luz
  • Plutão 5,47 horas-luz
  • Cinturão de Kuiper (mínima) 4,15 horas-luz
  • Cinturão de Kuiper (máxima) 6,93 horas-luz
  • Nuvem de Oort (interna) de 41,58 a 1386,14 horas-luz
  • Nuvem de Oort (externa) de 1386,14 a 13861,44 horas-luz
Unidade astronômica

A unidade astronômica é definida como a distância média entre a Terra e o Sol. Sua abreviação é U.A. (sempre em letras maiúsculas).

Uma unidade astronômica equivale a 149597870,691 km mas, em geral, consideramos o valor aproximado de 150 milhões de quilômetros.

Uma unidade astronômica é equivalente a, aproximadamente, 499 segundos-luz. Um feixe de luz leva aproximadamente 8,3 minutos para viajar uma unidade astronomica. Isso simplesmente nos diz que uma partícula de luz, ou seja um fóton, depois que deixa o Sol leva 8,3 minutos para alcançar a Terra.





planeta distancia média ao Sol
em unidades astronômicas (UA) em quilômetros (valor aproximado)
Mercúrio 0,387 57 900 000
Venus 0,723 108 200 000
Terra 1,000 149 600 000
Marte 1,524 227 900 000
Cinturão de Asteróides (mínima) 2,206 330 000 000
Cinturão de Asteróides (máxima) 3,342 500 000 000
Júpiter 5,203 778 300 000
Saturno 9,539 1 427 000 000
Urano 19,182 2 869 600 000
Netuno 30,058 4 496 600 000
Plutão 39,44 5 900 100 000
Cinturão de Kuiper (mínima) 30 4 488 000 000
Cinturão de Kuiper (máxima) ~ 50 ~ 7 480 000 000
Nuvem de Oort (interna) de 300 a 10000 44 880 000 000 a 1 496 000 000 000
Nuvem de Oort (externa) de 10000 a 100000 de 1 496 000 000 000 a 14 960 000 000 000


Podemos representar o Sistema Solar graficamente da seguinte forma:

Propriedades planetárias

Como foi dito acima, o Sistema Solar é muito mais do que apenas os planetas e seus respectivos satélites. Podemos definir o Sistema Solar como sendo o conjunto de todos os corpos celestes, independente de tamanho, estado físico ou propriedades, que estão gravitacionalmente ligados ao Sol e que descrevem órbitas em torno dele. Assim, o Sol é o centro de referência em torno do qual todos os objetos pertencentes ao Sistema Solar descrevem suas órbitas. Entre esses objetos estão incluidos os planetas, satélites, asteróides, cometas, e partículas de gás e poeira interplanetárias que se espalham pelo espaço existente entre os moradores desse Sistema.

Para melhor descrever o Sistema Solar os astrônomos preferem dividí-lo em algumas partes que abrigam corpos possuidores de características semelhantes. Além dos Sol, planetas e seus satélites, existem três regiões no Sistema Solar que, ao invés de abrigarem apenas um corpo celeste, são a moradia de milhares ou milhões de pequenos objetos que também descrevem órbitas em torno do Sol. Essas regiões são:

* Cinturão de Asteróides
Localizado entre os planetas Marte e Júpiter, o Cinturão dos Asteróides é o local onde estão distribuídos a maioria dos asteróides que conhecemos.

* Cinturão Trans-Netuniano, também conhecido como Cinturão de Kuiper
Esta região em forma de disco, com milhões de objetos, está localizado a partir da órbita do planeta Netuno. Ela é o local de origem de vários cometas que cruzam o Sistema Solar.

* Nuvem de Oort
Com possivelmente milhões de objetos, que seriam restos da formação do Sistema Solar, esta é a região mais longinqüa do Sistema Solar, situada muitíssimo depois do planeta mais afastado do Sol, Plutão. A Nuvem de Oort tem a forma de uma imensa esfera que envolve todo o Sistema Solar.

A figura abaixo mostra, esquematicamente, essas regiões.

A distribuição dos corpos do Sistema Solar

Em geral, a primeira divisão que fazemos para estudar o Sistema Solar leva em consideração as distâncias relativas entre o Sol e os diversos corpos pertencentes a esse Sistema.
Se considerarmos o Sol como origem para o cálculo de distâncias, o Sistema Solar está distribuido da seguinte forma:

As dimensões do Sistema Solar em quilômetros
objeto celeste distância média (aproximada) ao Sol
(em quilômetros)
Mercúrio 57 900 000
Vênus 108 200 000
Terra 149 600 000
Marte 227 900 000
Cinturão de Asteróides (mínima) 330 000 000
Cinturão de Asteróides (máxima) 500 000 000
Júpiter 778 300 000
Saturno 1 427 000 000
Urano 2 869 600 000
Netuno 4 496 600 000
Plutão 5 900 100 000
Cinturão de Kuiper (mínima) 4 488 000 000
Cinturão de Kuiper (máxima) 7 480 000 000
Nuvem de Oort (interna) 44 880 000 000 a 1 496 000 000 000
Nuvem de Oort (externa) de 1 496 000 000 000 a 14 960 000 000 000

O que é a temperatura Kelvin?

A astrofísica (assim como a física) mede temperaturas usando uma escala termométrica chamada Kelvin.

Em geral, na nossa vida diária, costumamos medir temperaturas usando a escala Celsius. Para a física era importante definir uma escala termométrica que fosse independente das propriedades da substância que ela utilizava, o que não ocorre com a escala Celsius.

A escala Kelvin relaciona-se com a escala Celsius da seguinte maneira:

Celsius / Kelvin
  • Ponto de vapor (100,00oC / 373,15 K)
É a temperatura na qual o vapor d'água e a água líquida estão em equilíbrio, à pressão de uma atmosfera)
  • Ponto de fusão do gelo (0,00oC / 273,15 K)
É a temperatura na qual o gelo e a água saturada com ar estão em equilíbrio, à pressão de uma atmosfera)


A unidade de temperatura da escala Kelvin é chamada de "Kelvin" e tem o símbolo K.

Note que o correto é dizer Kelvin e não "graus" Kelvin. Por exemplo, dizemos 50 graus Celsius mas não dizemos 50 "graus" Kelvin e sim 50 Kelvin.

A escala Kelvin define um ponto bastante especial de temperatura, o chamado zero absoluto com sendo aquele correspondente a 0K.

As escalas termométricas Celsius e a Kelvin apresentam o mesmo intervalo para um grau. Podemos então escrever uma equação que transforma graus Celsius em Kelvin. A temperatura to C está relacionada com a temperatura T Kelvin pela equação

t (o C) = T (K) - 273,15.

Unidades de medida para distâncias astronômicas

Algumas unidades de medida de distância usadas na astronomia

Devido ao fato de trabalhar com distâncias e tamanhos muito grandes, os astrônomos utilizam algumas unidades de medida bastante características. Para não falar constantemente em distâncias de milhões de quilômetros, os astrônomos preferem usar duas outras unidades de medida, o parsec e a unidade astronômica.

* Ano-luz
é a distância que a partícula de luz, chamada fóton, viaja em um ano no vácuo. Sua abreviação é a.l..
Qual é o valor de um ano-luz?

Para obter este valor basta calcular o número de segundos que existem em um ano e multiplicar o resultado pelo valor exato da velocidade da luz no vácuo, que é 299792458 metros por segundo.

Segundo a União Astronômica Internacional o ano-luz é definido como sendo 9460730472580,8 km. Usando a notação científica podemos escrever que 1 ano-luz=9,46073 x1012 km.


O que é a notação científica?


Podemos dizer então que um ano-luz equivale, aproximadamente, a 9460530000000 km ou então a 9500 bilhões de quilômetros!

Comumente aproximamos o resultado mais ainda, dizendo que um ano-luz é equivalente a 1013 km.

Também usamos sub-unidades do ano-luz tais como a hora-luz, o minuto-luz e o segundo-luz.

Uma hora-luz é a distância percorrida pela luz em uma hora.
Ela corresponde a 1 079 252 820 km.

Um minuto-luz é a distância percorrida pela luz em um minuto.
Ele corresponde a 17 987 547 km.

Um segundo-luz é a distância percorrida pela luz em um segundo.
Ele corresponde a 299 792 km.

Importante: o ano-luz e seus submúltiplos, hora-luz, minuto-luz e segundo-luz, são unidades de medida de distância e não de tempo.

"Viajamos 250 anos-luz." certo
"Viajamos durante 250 anos-luz." ERRADO

Um inventário do Sistema Solar

Vamos começar o nosso estudo fazendo um rápido "inventário" do que chamamos de "Sistema Solar".

O corpo maior, e certamente o mais importante, no Sistema Solar é o Sol.

Sob o ponto de vista da astrofísica, o Sol é uma estrela relativamente comum podendo ser descrita como uma enorme bola de gás incandescente com 1,4 milhões de quilômetros de diâmetro. Sua temperatura superficial é de cerca de 6000 Kelvin enquanto sua temperatura central supera alguns milhões de graus.


Apesar de ser uma estrela "comum" no universo, o Sol é o maior corpo de todo o Sistema Solar, contendo mais de 99% de toda a sua massa e com uma luminosidade 400 milhões de vezes maior do que a de Júpiter. Como conclusão, podemos dizer que o Sistema Solar é formado pelo Sol e por algum "cascalho". Nesse "cascalho" temos uma variedade imensa de corpos.

Começando uma longa viagem a partir do Sol, nos afastando cada vez mais dele até atingirmos distâncias inacreditáveis, encontramos os seguintes planetas:
  1. Mercúrio
  2. Vênus
  3. Terra
  4. Marte
  5. Júpiter
  6. Saturno
  7. Urano
  8. Netuno
  9. Plutão (*por razões afetivas Plutão ainda consta nesta lista)

Além desses corpos maiores, existe também uma grande quantidade de objetos menores, que também orbitam em torno do Sol, tais como os:
  • Asteróides
  • Cometas
Espalhados por todo o Sistema Solar temos pequeníssimos grãos de poeira, resquícios da formação do próprio Sistema Solar. Essa matéria recebe o nome de Poeira Interplanetária.

Por fim, em órbita em torno de todos os maiores planetas, e também em torno de alguns menores, temos outros pequenos corpos, os satélites e os anéis.
  • Satélites
  • Anéis
A seguir vamos dar uma rápida visão das principais características do Sistema Solar. Logo depois detalharemos alguns pontos que consideramos mais importantes fazendo uma descrição comparativa dos corpos e dos processos físicos existentes no nosso sistema planetário.

Missões Apollo

Destino: Lua

Apollo 8
21 de dezembro de 1968
Frank Borman, James A. Lovell, Jr, William A. Anders

Foi a primeira missão orbital tripulada a contornar a Lua, na véspera de Natal, 24 de dezembro. Os astronautas realizaram transmissões de televisão ao vivo além de fotografias da Terra e da Lua.


Apollo 10
18 de maio de 1969
Thomas P. Stafford, John W. Young, Eugene A. Cernan

Essa missão também não pousou na Lua . A nave Apollo descreveu órbitas em torno da Lua. O "Módulo Lunar" desceu a uma distância de apenas 14,5 quilômetros da superfície do nosso satélite.

Apollo 11
20 de julho de 1969
Neil A. Armstrong, Michael Collins, Edwin E. "Buzz" Aldrin

Pela primeira vez o ser humano pisa na Lua. O módulo lunar pousou na superfície da Lua quando restava apenas 30 segundos de combustível. Colheram amostras da superfície lunar.


Apollo 12
18 de novembro de 1969
Charles "Pete" Conrad, Richard F. Gordon, Jr, Alan L. Bean

Segundo pouso lunar. Reuniram e trouxeram de volta à Terra restos da sonda não tripulada Surveyor 3 que havia pousado na Lua em abril de 1967.


Apollo 13
Lançamento: 11 de abril de 1970
James A. Lovell, Jr, Fred W. Haise, Jr., John L. Sweigert, Jr.

Não houve pouso na superfície da Lua. A explosão de um tanque de oxigênio obrigou os astronautas a abortarem o pouso lunar. O "Lunar Module" levou-os em uma trajetória que contornou o nosso satélite e permitiu o retorno dos astronautas à Terra.

Apollo 14
3 de fevereiro de 1971
Alan B. Shepard, Jr., Stuart A. Roosa, Edgar D. Mitchell

Pousaram na Lua na região de Fra Mauro. Foram realizadas amplas experiências científicas. Duas atividades extraveiculares (caminhadas na superfície da Lua) totalizaram 9 horas e 25 minutos.
Os astronautas quase se perderam quando a paisagem da superfície da Lua os desorientou. Um carrinho de mão foi usado pela primeira vez para transportar rochas.

Apollo 15
30 de julho de 1971
David R. Scott, James B. Irwin, Alfred M. Worden

Pousaram na Lua na região Hadley-Apennine. Pela primeira vez foi usado um veículo motorizado na superfície da Lua, o "Lunar Roving Vehicle". Os astronautas dirigiram por mais de 27 quilômetros. Também foi realizada a primeira caminhada espacial da Apollo.


Apollo 16
20 de abril de 1972
John W. Young, Thomas K. Mattingly II, Charles M. Duke, Jr

O mau funcionamento quase cancela o pouso na Lua. Pousaram no Descartes Highlands, o que permitiu, pela primeira vez, o estudo de uma área com essa geologia. Permaneceram 3 dias na superfície da Lua e usaram, pela segunda vez, o "Lunar Roving Vehicle". Eles dirigiram o "Lunar Rover" a quase 18 km/hora.

Apollo 17
11 de dezembro de 1972
Eugene A. Cernan, Ronald E. Evans, Harrison H. Schmitt

Schmitt tornou-se o primeiro cientista-astronauta a pousar na Lua.
O "Lunar Roving Vehicle" foi usado pela terceira e também a última vez.
Este foi o último vôo tripulado à Lua.

Sondas do Sistema Solar

Algumas sondas espaciais que pesquisaram o Sistema Solar com sucesso


31 de janeiro de 1958 - Explorer 1
Estados Unidos

Descobriu a existência de cinturões de radiação envolvendo a Terra, hoje chamados de Cinturões Van Allen.




13 de setembro de 1959 - Luna 2
União Soviética

Foi o primeiro objeto feito pelo ser humano a impactar sobre o solo lunar, na região chamada "Palus Putredinis".



4 de outubro de 1959 - Luna 3
União Soviética

Foi o primeiro objeto feito pelo ser humano a contornar a Lua. Obteve as primeiras imagens do lado escuro da Lua.



27 de agosto de 1962 - Mariner 2
Estados Unidos

Foi a primeira sonda espacial a passar, com sucesso, próxima a outro planeta do Sistema Solar, o planeta Vênus.



28 de julho de 1964 - Ranger 7
Estados Unidos

Primeira transmissão de imagens em close-up da superfície da Lua. Colidiu com o nosso satélite.




28 de novembro de 1964 - Mariner 4
Estados Unidos

Foi a primeira sonda espacial a passar por Marte e a primeira a enviar para a Terra imagens detalhadas da superfície marciana.



14 de junho de 1965 - Mariner 5
Estados Unidos

Passou por Vênus e mostrou que esse planeta não tem campo magnético.




16 de novembro de 1965 - Venera 3
União Soviética

Foi a primeira espaçonave a pousar em outro planeta, Vênus.





3 de fevereiro de 1966 - Luna 9
União Soviética

Foi o primeiro objeto construído pelo ser humano a pousar suavemente sobre a superfície da Lua, no "Oceanus Procellarum". A sonda enviou para a Terra várias imagens da superfície lunar.



31 de março de 1966 - Luna 10
União Soviética

Foi o primeiro satélite artificial a entrar em órbita em torno de um outro corpo do Sistema Solar, a Lua.




10 de agosto de 1966 - Lunar Orbiter 1
Estados Unidos

Primeiro veículo a entrar em órbita em torno da Lua com o objetivo de realizar levantamentos de dados.




12 de junho de 1967 - Venera 4
União Soviética

Primeira espaçonave a enviar para a Terra dados estando dentro da atmosfera de Vênus.









24 de fevereiro de 1969 - Mariner 6
Estados Unidos

Passou por Marte e foi a primeira espaçonave a enviar imagens de alta resolução da superfície marciana.




17 de agosto de 1970 - Venera 7
União Soviética

Primeira espaçonave a enviar para a Terra dados estando na superfície de Vênus. Ela entrou na atmosfera de Vênus e liberou uma cápsula de pouso que foi o primeiro objeto feito pelo ser humano a retornar dados após ter pousado sobre a superfície de um outro planeta.






12 de setembro de 1970 - Luna 16
União Soviética

Obteve as primeiras amostras de solo lunar, sem a direta participação humana, após pousar suavemente na superfície da Lua, na região chamada "Mar da Fecundidade".


17 de novembro de 1970 - Luna 17
União Soviética

Pousou sobre a superfície da Lua, no "Mar Imbrium". Sua carga incluia o primeiro "rover" lunar, um carrinho não tripulado chamado "Lunokhod 1". Levou também equipamento de televisão.


30 de maio de 1971 - Mariner 9
Estados Unidos

Entrou em órbita em torno de Marte e realizou o primeiro mapeamento global desse planeta.




26 de março de 1972 - Venera 8
União Soviética

Realizou a primeira análise química da superfície de Vênus.







2 de maio de 1972 - Pioneer 10
Estados Unidos
Atravessou o Cinturão de Asteróides e se tornou a primeira espaçonave a sobrevoar Júpiter. Em 1983 a Pioneer 10 se tornou a primeira espaçonave a deixar o Sistema Solar. Levará mais de 2 milhões de anos até que a Pioneer 10 ultrapasse a estrela Aldebaran, a estrela mais próxima ao longo da trajetória seguida pela espaçonave.


5 de abril de 1973 - Pioneer 11
Estados Unidos

Passou pelo Cinturão de Asteróides no dia 19 de abril de 1974 e ultrapassou Júpiter em 2 de dezembro de 1974. Este foi o segundo sobrevôo de Júpiter por uma espaçonave. No dia 1 de setembro de 1979, a Pioneer 11 cruzou a órbita de Saturno obtendo as primeiras imagens detalhadas de Saturno. Este foi o primeiro sobrevôo de Saturno por uma espaçonave. As espaçonaves Pioneer 10 e Pioneer 11 foram as primeiras espaçonaves a estudar diretamente Júpiter e Saturno.


3 de novembro de 1973 - Mariner 10
Estados Unidos

Primeira espaçonave a sobrevoar Mercúrio. No caminho para esse planeta a espaçonave obteve dados sobre Vênus.



8 de junho de 1975 - Venera 9
União Soviética
Pousou suavemente na vizinhança de uma região vulcânica conhecida como "Beta Regio" enviando imagens da superfície de Vênus durante 53 minutos. Esta foi a primeira cosmonave (e não uma sonda) a pousar na superfície de um outro planeta.


20 de agosto de 1975 - Viking 1
Estados Unidos

O módulo orbital da sonda Viking 1 terminou suas operações no dia 7 de agosto de 1980. O módulo de pouso da sonda Viking 1 realizou o primeiro pouso suave sobre a superfície de Marte de um objeto construído pelo ser humano. O módulo de pouso terminou as suas operações no dia 1 de fevereiro de 1983.


9 de setembro de 1975 - Viking 2
Estados Unidos

O módulo orbital da sonda Viking 2 terminou suas operações no dia 24 de julho de 1978 após ter realizado 1489 órbitas em torno de Marte. O módulo de pouso da sonda Viking 2, o segundo objeto artificial a pousar suavemente sobre a superfície de Marte, cessou suas comunicações com os operadores na Terra no dia 12 de abril de 1980.


20 de agosto de 1977 - Voyager 2
Estados Unidos

Realizou uma jornada de 5 anos aos planetas Júpiter, Saturno, Urano e Netuno. As sondas espaciais Voyager 1 e Voyager 2 foram as primeiras espaçonaves a explorar os planetas exteriores. Em setembro de 2003, a Voyager 2 estava a cerca de 10 657 000 000 km do Sol.


5 de setembro de 1977 - Voyager 1
Estados Unidos

Realizou uma jornada de 5 anos aos planetas Júpiter, Saturno e o satélite Titã. A Voyager 1 está a mais de 25 anos no espaço e, a partir de 1998, tornou-se a espaçonave que mais se distanciou do Sol.


20 de maio de 1978 - Pioneer Venus Orbiter
Estados Unidos

Enquanto permanecia em órbita em torno de Vênus realizou o primeiro mapeamento da superfície desse planeta utilizando radar.



30 de outubro de 1981 - Venera 13
União Soviética

Detectou a existência de descargas elétricas na atmosfera de Vênus.







2 de junho de 1983 - Venera 15
União Soviética

Enquanto permanecia em órbita em torno de Vênus realizou o mapeamento topográfico da superfície desse planeta usando radar.







15 de dezembro de 1984 - Vega 1
União Soviética

Passou por Vênus lançando um módulo de teste na direção da superfície do planeta. Passou através da coma do cometa Halley.







8 de janeiro de 1985 - Sakigake
Japão

Mediu a interação do vento solar com o cometa Halley.





2 de julho de 1985 - Giotto
European Space Agency (ESA)

Realizou a maior aproximação de uma espaçonave ao cometa Halley. Obteve as primeiras imagens em close-up do núcleo de um cometa.




18 de agosto de 1985 - Suisei
Japão

Obteve imagens no ultravioleta da coroa de hidrogênio do cometa Halley. Realizou várias medidas do plasma do cometa.



4 de maio de 1989 - Magellan
Estados Unidos

Mapeou 99% da superfície de Vênus durante 4 anos de observação. Suas imagens tinham uma resolução de 100 metros. No dia 11 de outubro de 1994 mergulhou na direção de Vênus colidindo com a sua superfície.


18 de outubro de 1989 - Galileu
Estados Unidos

Foi a primeira espaçonave a encontrar-se com um asteróide, a fotografar um satélite de um asteróide, a usar uma sonda para fazer medições dentro da atmosfera de Júpiter, de sua magnetosfera e de seus satélites. Ela também foi a única espaçonave que realizou observações de mais de 20 fragmentos do cometa Shoemaker-Levy à medida que eles mergulhavam na atmosfera de Júpiter durante 6 dias em julho de 1994. No dia 21 de setembro de 2003 a Galileu mergulhou na atmosfera de Júpiter sendo, então, destruída.



6 de outubro de 1990 - Ulysses
Estados Unidos/European Space Agency (ESA)

Primeira sonda espacial a permanecer em órbita em torno dos polos do Sol.




25 de janeiro de 1994 - Clementine
Estados Unidos

Obteve evidências de água na região do polo sul da Lua.





17 de fevereiro de 1996 - NEAR-Shoemaker
Estados Unidos
Foi a primeira espaçonave a entrar em órbita em torno de um asteróide, o 433 Eros. Também foi a primeira espaçonave a pousar suavemente na superfície de um asteróide, o 433 Eros. Essa espaçonave também obteve excelentes imagens do asteróide Mathilde.


7 de outubro de 1996 - Mars Global Surveyor
Estados Unidos

Enviou mais dados sobre Marte do que todas as missões anteriores juntas. Fotografou canais que sugerem ter havido correntes de água líquida na superfície de Marte.



4 de dezembro de 1996 - Mars Pathfinder
Estados Unidos

Formada por um módulo de pouso e um pequeno carrinho, o Sojourner Rover, essa missão explorou as planícies do hemisfério norte de Marte conhecidas como "Ares Valles".



15 de outubro de 1997 - Cassini-Huygens
Estados Unidos-European Space Agency (ESA)/Itália

O módulo de pouso Huygens descerá sobre a superfície de Titã, satélite de Saturno.




7 de janeiro de 1998 - Lunar Prospector
Estados Unidos

Colidiu propositalmente com a Lua na tentativa de determinar a existência de água no subsolo.





24 de outubro de 1998 - Deep Space 1
Estados Unidos

Sobrevoou o asteróide próximo à Terra, 1992 KD, em 20 de julho de 1999. Em setembro de 2001, a espaçonave encontrou o cometa Borrelly obtendo excepcionais imagens desse cometa.



7 de abril de 2001 - 2001 Mars Odyssey
Estados Unidos

Estudou a composição da atmosfera marciana e detectou a presença de água e gelo enterrado no subsolo do planeta.




9 de maio de 2003 - Hayabusa (MUSES-C)
Japão

Esta missão pretende trazer para a Terra amostras do solo do asteróide Itokawa.




2 de junho de 2003 - Mars Express
European Space Agency (ESA)

Lançou um módulo de pouso, Beagle 2, na direção da superfície marciana mas não conseguiu estabelecer contato com ele. O módulo orbital continua a realizar pesquisas sobre a possibilidade de existir água em Marte.



10 de junho de 2003 / 7 de julho de 2003
Mars Exploration Rovers Estados Unidos

Dois pequenos carrinhos, o Spirit e o Opportunity, foram colocados sobre a superfície de Marte com a missão de explorar cerca de 40 metros de distância cada dia.



2 de março de 2004 - Rosetta
European Space Agency (ESA)

Sua longa missão levará essa sonda espacial ao encontro do cometa 67P/Churyunov-Gerasimenko.